Olá Amigos, Vou transcrever a história de um menino que sonhava ser Repórter, isso mesmo, esse garoto com apenas 07 anos de idade ainda catador de recicláveis, latinhas de refrigerantes, cervejas, e até mesmo comida do aterro sanitário da cidade que na realidade era mais um “lixão” a céu aberto que um aterro sanitário adequado para uma pequena cidade de apenas 17 mil habitantes.
A cidade calma como a brisa, as pessoas curtem sair no fim da tarde assentar em frente de casa em uma cadeira de fios debaixo de uma frondosa árvore, que são frutíferas como as mangueiras e as jaqueiras (predominante na cidade), à tarde passando lentamente, sobra apenas o “paroleio” do que acorreu durante o dia seguido de chupadas na bomba que liga uma cuia de chimarrão.
Esse menino a qual estamos falando tinha quase a mesma vida que as demais pessoas, a diferença é que morava na periferia da cidade e precisava sobreviver, com isso ia ao “lixão” para livrar o “pão de cada dia”, para ele, suasb irmãs e seus pais.
Pais esses que davam duro para conseguir dar uma vida melhor para os filhos, sempre esforçavam para os mesmos irem para a escola. Mas numa tarde qualquer, estava o menino no lixão quando apontou na entrada do lixão uma companhia de repórteres, todos eles bem trajados, alguns usavam até mesmo terno e gravata, com equipamentos que nunca sonhara ter visto, câmeras de qualidade, gravadores e outros apetrechos que fazem parte do dia-a-dia de um repórter.
Esse garoto com medo da exposição, com medo do que os coleguinhas iam dizer dele ser um “lixeiro” simplesmente se escondeu debaixo de várias caixas de papelão, os repórteres chegaram e com as câmeras fotográficas só escutava os Clic’s, até que um teve a brilhante idéia de revirar aquele monte de caixas de papelão e ali estava o garoto escondido.
Claro que a foto ficou perfeita, mas quem estava na foto não achou muita graça, com ar de criança, com sorriso de que a vida havia apenas lhe reservado um momento causticante, que estava ali do mesmo modo que estavam os repórteres para trabalhar, para sobreviver, mas não queria em momento algum ser exposto de tal maneira. Porém o poder estava nos senhores de ternos e gravatas que vieram tirar as fotos, apesar de simpáticos tinham o ar de que eram donos da verdade.
A partir daquele dia o Garoto passou há sonhar cada dia mais com a vontade de estar atrás da câmera, para nunca aparecer e sempre fazer aparecer, querer ser a pessoa que levasse boas notícias, boas fotos.
Como o tempo o menino cresceu, ficou jovem, estudou e o sonho realizou hoje ele é um respeitado repórter, mas que têm na cabeça, “pessoas pobres, desistidas e subdesenvolvidas” também querem a oportunidade de ser alguém na vida, de ser respeitada. Artigo baseado em fatos reais.
Neste dia 16 de fevereiro comemoramos o dia do repórter, pense nas matérias que você já fez, nas histórias que contou nos sonhos que vendeu. Que neste dia Deus possa iluminar os nossos pensamentos, as nossas mãos, para que sempre possamos levar a melhor pauta para os nossos clientes considerando sempre o social. Um Feliz dia do Repórter a todos os Colegas.
Leandro Nascimento é Jornalista no Mato Grosso
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